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2008-07-23

 

Bem apreciado

Baptista Bastos não poderá ser tido como um "apreciador/analista " dos domínios da economia.

É, contudo, um homem, jornalista/escritor, sensível aos domínios da reacção/leitura de como "o povo" sente e reage face a certas mensagens dos políticos ou que pensam que o são.

Cada um tem o "seu povo". É quase ... eu tenho, tu tens, ... Então os jornalistas têm sempre na boca "o povo". Mas deixemo-los em paz, ou seja, aos jornalistas, porque, de vez em quando, até uns tantos acertam no que é "povo".

Baptista Bastos fala de António Borges (AB), um "ilustre" Vice de Manuela Ferreira Leite. Certamente, o AB também tem o seu "povo" e pretendeu comunicar com ele sobre o futuro deste País, que anda vestido de negro. Para o Dr. António Borges, o futuro do país, é a sua última descoberta, está "em relançar a economia privada". É de facto "um pensamento superior". Tem é medir meças com alguns seus camaradas que também advogam o povo superior.

Digamos uma "tirada de génio". Vale a pena ler Baptista Bastos, cujo artigo termina: "Pelos vistos, o PSD é uma ruina antecipada".

É de ler. Vejamos O GÉNIO DOS CORREDORES


2008-07-22

 

Dos livros escritos sobre Maddie ...

Um pelo menos, o de Gonçalo Amaral, será muito polémico ao defender que "Maddie nunca foi raptada e morreu naquele apartamento e naquela noite", ou seja, no apartamento onde os pais passavam férias e na noite do desaparecimento.

Gonçalo Amaral vai mais longe e afirma: "posso dizer que havia um entendimento entre a polícia inglesa e a polícia portuguesa quanto à morte daquela crianaça, naquele aprtamento, naquele dia".

Vamos ver se a consulta ao processo em breve acessível, demonstra esta tese. E se assim o fôr algo de estrnho se passou em tudo isto. ...

 

Finalmente o caso Maddie..

Depois de tanta tinta corrida, finalmente a PGR dá por arquivado o processo.

Mais livros serão escritos ainda. Muitas dúvidas continuarão e sobretudo acho que não se fez justiça nenhuma.

Não se conhece o paradeiro da menina, é uma verdade dura. Mas nem minimamente aqueles pais que tiveram todo o palco do mundo foram chamados à pedra pelo seu desleixo para com os filhos.

Também nunca se percebeu o porquê da comunicação social ter sido informada antes das polícias.

Como não é entendível a cumplicidade entre as altas esferas políticas britânicas e o casal McCann. Parece que algo se esconde nesta cumplicidade. Que peso tem o casal McCann para tanta dedicação governamental?!
E muitos outros passos em falso como o do Papa, ficam por explicar.
Enfim ... o Deus dos McCann lá saberá.

 

Notários em guerra com a Justiça

Os notários estão em pé de guerra com o Ministro da Justiça, acusando-o de falsear a informação sobre os custos da mudança introduzida por exemplo na simplificação da burocracia na aquisição de casa, a chamada "casa na hora".

Não me vou pronunciar sobre isso pois não tenho informação precisa, embora não me pareça, à primeira vista, que se esteja perante uma perseguição do Ministro para com a classe do notariado.

De qualquer modo, tudo o que seja simplificar de forma acertada é sempre positivo, pois daí só podem vir benefícios para o cidadão.

O que acho estranho é a posição do sindicato para quem tudo o que seja mudança é sempre de criticar, se não é por uma coisa é por outra. Agora é a de que os trabalhadores não estão preparados para aplicar a legislação, mas para além disso é porque traz mais responsabilidade. Este último argumento francamente ultrapassa-me.


2008-07-20

 

Estará Cavaco Silva a secundarizar ou não as tomadas de posição de Ferreira Leite?

Todos sabemos e quase diria, é humano, que Cavaco Silva preste uma ajudinha à sua grande amiga, a ver se conquista o Poder.

A cooperação estratégica com o governo pode estar a esvaziar -se. Se esse vai ser o caminho a trilhar pelo Presidente e vamos a ver se até agora foram apenas meras coincidências, o país não ficará a ganhar com essa mudança de rota.

E já vão duas coincidências de monta. Para uma "Dirigente de silêncios" no dizer de Pedro Passos Coelho, sempre que falou do governo, Cavaco secundariza, embora de forma hábil.

A primeira foi sobre o investimento público com MFL a colocar a exigência dos estudos custo-benefício e com Cavaco a dizer que também tinha solicitado ao governo informações. A segunda foi sobre Vitor Constâncio que, embora por caminhos ínvios, os dois acabam por "insinuar" que VC beneficiou o governo (um com o desvio da crise para o nuclear e o outro dizendo que, no seu tempo, o trabalho do BP era dado a conhecer mais cedo).

Vamos estar atentos ao roteiro.

2008-07-19

 

Ferreira Leite sob holofotes pouco simpáticos

Caiu mal a máxima dirigente da oposição vir insinuar que Vitor Constâncio ao falar do nuclear serviu o governo. Caiu mal a posição de Ferreira Leite ter desviado o debate sobre o nuclear com o argumento de que não está na agenda e, aqui, poder-se -á dizer que estava feita com o governo que quer combater que usou o mesmíssimo argumento.

Os seus adversários aproveitaram estes deslizes e também a falta de ideias e daí aquela posição arrasadora de Luis Filipe Menezes DEPOIS DE MIM VIRÁ...com muito até de verdade pelo meio.

Mas a que gostei mais foi: Passos funda movimento contra "cultura do silêncio" de MFL.

 

"O petróelo verde" português

Já lá vão uns bons anos, um ministro da indústria de Portugal, referindo-se à floresta, disse que o nosso país tinha nela o "seu petróleo verde".

Era bem verdade. Ainda o é, no presente. Só que o filão verde não está a ser devidamente explorado.

E nunca o será, sem a intervenção decidida e decisiva do Estado. Sem isso, a potencialidade petróleo verde nunca passará a realidade.

Está na equipa política da Agricultura as grandes decisões neste domínio, designadamente porque, em termos de indústria há comptência e experiência, o que falta é matéria prima em quantidade e qualidade. Tudo isto é assim quer se pense no pinheiro, eucalipto ou cortiça, etc.

E temos agora a questão do nemátodo do pinheiro, já tinhamos problemas com a cortiça, sem falar dos incêndios. Será que toda esta problemática vai mais uma vez ser adiada? Há quanto tempo se sabe disto? O relatório Porter chamava a atenção para esta questão e propunha medidas. Para quando, pelo menos, e não é pedir muito, uma política de gestão das terras em baldio que o Estado possui e mantém improdutivas?

Uma dinâmica neste sector viria sem dúvida de encontro à afirmação, embora trivial do PR, de que é preciso aumentar-se a exportação de bens e serviços para sair da crise.

A propósito leia-se a entrevista "Áreas queimadas, baldios e nemátodo: Um descalabro"

2008-07-18

 

As expectativas do caso "Apito Dourado"

Foram idênticas às de todos os casos.

O cidadão português quando ouve falar em "casos da justiça" como os apitos dourados, as casas pias, as operações furacão, entendendo-se como tal os processos com vários réus e de um certo poder económico ou socialmente com nome, reage com um sorriso trocista, um sorriso de descrédito.

Ninguém viu, portanto, goradas as expectativas.

Agora a justiça para não se ver gorada a si própria, deveria pelo menos vir explicar se há coimas para os condenados, se não há, etc. Deveria dar aquele mínimo de informação. Porque penas suspensas, mesmo por 3 anos é tanto como nada.

E as TV deviam poupar-nos que os berros do senhor Major nos entre pelas portas dentro. Até parece que Põr o Majosr a vociferar é o que está a dar!


 

Confusão e Desonestidade ...

... na política.

Ferreira Leite insinuou em Bruxelas que Vitor Constâncio, "a mando" do Governo, veio falar do nuclear para desviar a atenção da grave questão da crise económica, afirmando, por outro lado, que o nuclear não está na agenda política.

Nunes Correia, ministro do ambiente de Sócrates, veio dizer que não fala de taxas de juro, porque não é a sua coutada. Então Vitor Constãncio não se deve meter no nuclear que não é sua coutada, mas dele Nunes Correia.

Formas desonestas de tentar que o nuclear não seja abordado, ou então inquinar o debate à partida. Porque é que somos diferentes? A Europa debate sem complexos o assunto. Há que carrear informação de todos os lados. Prós, contras e assim, assim. Somos mesmo pequeninos de cabeça e mesquinhos.

Cavaco Silva advoga este debate. Porque não o promove então? Não lhe compete decidir, certo, mas compete-lhe trazer/dar informação ao cidadão.

Não quererá contrariar a sua amiga MFL?

2008-07-17

 

Passos em falso

Ainda não percebi a quem aproveita a ignorância e a falta de debate, ou talvez, melhor dizendo, já tenha percebido há muito.

Quem perde é sempre o País e os cidadãos.

Daí que entenda que o Ministro do Ambiente tenha dado um grande passo em falso ao dizer que ele não comenta as taxas de juro, para daí deduzir mal que Vitor Constãncio fez muito mal em falar do nuclear.

O Ministro do Ambiente sente-se dono da Opinião sobre o nuclear? Pensa que se está perante uma questão meramente ambiental? O senhor Ministro está muito dessintonizado do mundo.

O nuclear é tudo menos ambiente. E daí o seu grande equívoco. Com esta postura deu uma visão muito restrita de como pensa a questão ambiental e deixa mal o governo. Dizer que o nuclear não está na agenda política, vá lá. Agora dizer que Vitor Constãncio não deveria falar do nuclear quando, desde há muito, a energia é um problema económico central na Europa e em Portugal, "valha-nos Deus"!!

 

Aimar ganha a Queiroz

Aimar foi notícia de 1ª página. Queiroz não, o que, em si, significa muito.

Espero que Carlos Queiroz tenha muita sorte. Não estão em causa as suas qualidades e talento, mas as condições de trabalho. E se "santos da casa não fazem milhagres"!

Os tempos do futebol nacional estão bravos e justiça não há, nem se vislumbra.

Certamente não se está em bom ambiente de trabalho


 

Ainda o debate sobre o nuclear

Os grandes partidos (PS e PSD) e algumas Ong's, como a Quercus, fecham as portas ao debate.

Será que o conhecimento mais aprofundado das coisas fará mal aos cidadãos? Ocupa espaço?

Será que cada um de nós não tem o direito a aceder a maior e mais conhecimento sobre o nuclear?

Será bom argumento, como diz o PSD, que o nuclear "não é exequível para Portugal até pela falta de dimensão do país para ter uma central"? Será maior a Suiça, a Eslováquia, a Finlândia? Nuclear 'civil' tem mais onze interessados

Uma "grande aposta tem de ser na eficiência energética" diz o PS adiantando ainda que o país tem condições para continuar a explorar outras energias alternativas. Há quantos anos se fala na eficiência energética? O que se fez?

Vamos admitir que agora vai. Mas por isso não se pode discutir o nuclear?"Discussão não faz sentido"

Nunca houve um debate sério em Portugal sobre esta matéria. Porque não começar a fazê-lo em todas as vertentes?

2008-07-16

 

O nuclear em Portugal

Sou adepto de que se estude a viabilidade do nuclear em Portugal. Mais, sou defensor de uma decisão com alguma audácia.

Não é por Vitor Constâncio ter ontem vindo falar nessa hipótese, mas porque é preciso ensaiar e rápido outros modelos para a energia nacional. Aliás, já antes o dissera aqui.

Alguns passos têm sido dados, mas nada que permita dizer: temos no terreno uma nova política energética.

Portugal encontra-se "desapetrechado" em saber, desde há uns bons anos, pelo menos ao nível de Estado, porque decidiu desactivar serviços mínimos nesta matéria.

Bem sei que é fácil adquirir a tecnologia, mas sem haver gente que a domine sob diferentes ângulos é ainda maior o risco.

Mas atenção, os impactes negativos da actual crise energética com o nuclear apenas ficariam reduzidos, uma vez que os consumos de petróleo continuariam só que em menor escala.


2008-07-15

 

O Governo e as Promessas

Não é a primeira vez que este governo (bem como todos quantos lhe antecederam) não cumpre as promessas feitas ou no programa eleitoral ou nas negociações com os parceiros sociais.

Muito recentemente disse o governo pela voz do Ministro das Finanças que este ano (2008) era aquele ano "fetiche", aquele em que não iria haver perda de poder de compra.

Isso foi dito e redito antes das negociações, durante as negociações com os sindicatos da Função Pública.

Por conseguinte, deve cumprir essa mensagem/Promessa que foi fazendo passar.

É evidente que já tem os seus defensores (Prsidente da CIP e certamente s/aliados) a dizer que o governo não tem margem para isso, ou seja, para devolver o poder de compra já perdido.

Mas será muito descaramento que, depois de tantos anos a perder poder de compra, fique mais uma promessa tão básica por cumprir, com a balança a pender sempre para o mesmo lado.

2008-07-14

 

CMVM preocupada

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, CMVM preocupada com ignorância do investidor português portugueses.
Na realidade, cerca de 1/3 dos jogadores da bolsa, pomposamente intitulados de investidores, só tem a 4ª classe.

 

Estaremos todos enganados?

É isso. Afinal na saúde, talvez na justiça, etc, do que se precisa é de desembolsar uns largos milhões de euros mais aos operadores do ramo.

É isso que se vê. A grande questão dos nossos olhinhos vai no bom caminho. Está quase resolvida. Já nem preciso é recorrer aos privados. O SNS resolve.

Mas dá que pensar, os técnicos são os mesmos, o equipamento é o mesmo. Só não é o mesmo "o metal sonante". O Estado injectou uns milhões e começa tudo a funcionar bem. Dá que pensar, dá e já ouvi chamar muitos nomes feios a situações destas. Por dinheiro, resolve-se

Experimentem isso na justiça. Certamente aí serão precisos uns milhões mais avultados.

Piores estão aquelas profissões, importantes mas a que ninguém lhes liga.

2008-07-13

 

As novas gerações




 

Que lindos os eléctricos de Lisboa


 

A blogar por outros blogs

É verdade que não tenho postado no Puxa mas postei aqui, no Memórias, sobre o caso do padre Christian Von Wernich e aqui e aqui nos Caminhos da Memória o blog que ainda há-de fazer furor.

 

Entrevista a Miguel Sousa Tavares

É pena, mas não se percebem as regras.

A entrevista de Miguel Sousa Tavares (MST) ao DN de Hoje devia, por uma questão básica, estar disponível na NET. O DN fugiu a isso, vá l´´a saber-se!!!

Certamente, não é para nos pôr a discutir, porque se fosse isso a postura seria exactamente a contrária porque MST provoca e leva à discussão.

2008-07-12

 

PGR tenciona alargar arredondamentos

Na sequência da banca, o Procurador anunciou que a problemática dos arredondamentos se verifica em empresas como a EDP, PT e outras e como tal, a regra será a mesma.

Mais uma vez vinco, será mesmo que os clientes vão tirar daí algum proveito? Ou a burocracia jurídica e respectivos custos serão tão elevados que é apenas mais uma declaração Televisiva?


 

Começa a ser tempo de evidenciar rupturas

Estamos a um ano do começo de 3 períodos eleitorais.

Há temas que dividem muito os diferentes partidos e até órgãos do Poder.

Um desses temas é a Regionalização.

Começa a tardar uma posição maioritária sobre esta temática.

Sabemos que o Actual PR é contra. Sabemos que a Presidente do PSD é contra. Sabemos que muitos dirigentes do PSD de peso como Rui Rio são a favor e isso até leva a que entre eles a posição face ao TGV seja diferente.

Não conhecemos a posição sobre este tema no interior do PS.

Não sabemos como pensa o CDS.

Não sabemos a posição do Bloco.

Sabemos a posição global do PCP, a favor, embora sem conhecermos bem o mapa, outro subtema que merece ser clarificado. Aceita-se a actual divisão das CCDR's, com a indefinição embora de LVT?
Não é possível que esta temática não seja central nas próximas eleições legislativas. E não é possível que os partidos fujam continuamente a marcar posição nesta matéria.

Acho que é o PSD quem enfrenta as piores condições neste debate interno e externo, dificultadas ainda pela colagem de Ferreira Leite a Cavaco Silva (tradicionalmente contra a regionalização).

Mas lisura e seriedade exigem-se neste debate.

2008-07-11

 

Ministério Público em acções contra os Bancos por causa dos arredondamentos

Segundo cálculos vindos hoje a público na imprensa, a Banca portuguesa tem vindo a arrecadar, anualmente, vários milhões de euros por via do arredondamento na prática da cobrança de juros nos empréstimos à habitação.

O Ministério Público veio dar razão à SEFIN - Associação de Defesa dos Consumidores de Produtos e Serviços Financeiros, que tinha solicitado intervenção contra esta prática da Banca, e, neste contexto segundo a assessoria da PGR "o Ministério Público vai propor as competentes acções cíveis para conseguir a nulidade das cláusulas contratuais referentes ao arredodndamento dos juros dos contratos de crédito à habitação".

Apenas se espera que a forma de recuperação da verba paga indevidamente por cada um de nós seja facilmente accionável e não do género do que aconteceu para o pagamentos dos contadores da água etz, que como diz o povo ficou "em águas de bacalhau", ou seja, foi como se essa decisão ficasse em nada.

2008-07-10

 

APITO FINAL

Era saudável que fosse mesmo um Apito Final, pelo menos, por uns tempinhos.

Não parece. Gonçalves Pereira, presidente do Conselho de Justiça da FPF, anda mesmo muito atarefado naquela tarefa conhecida de manobra de tudo e todos.

Não há programa de TV em que não apareça.

Será mesmo que o ex-Presidente do Sporting, Dias da Cunha, tinha muita razão ao falar do sistema e com nomes e tudo? O ainda intitulado "Presidente" do CJnão seria um dos elementos do dito sistema e dos fortes?

Continuo a não entender lá muito bem o completo silêncio/ineficácia/medo de intervenção do Governo. É a imagem do País que está em causa.

 

Antecipando o debate sobre o Estado da Nação

As linhas mestras do debate são já conhecidas. Todos a dizer que há crise.

O governo tardou, mas também já afinou o diapasão.

Teremos a oposição a clamar que a crise é culpa deste governo. É o combate político que assim o impõe.

Teremos o governo a dizer que a crise é importada. É o governo a não admitir que falhou em alguns pontos do programa e que esteve aquém na previsão da crise. O governo a continuar a dizer que está em excelente forma e a governar bem.

Ontem à noite assisti na SIC (N) a um debate entre João Ferreira do Amaral, Nogueira Leite, Campos e Cunha e Bastonário da Ordem dos Engenheiros em antecipação da parte económica do Estado da Nação.

Desse debate o que se concluiu é que a situação é mesmo crítica. Campos e Cunha ficou bastante isolado no tocante às considerações sobre o investimento público que vai ser o prato forte do debate. Alegou que os grandes projectos são nefastos ao crescimento económico porque os seus impactos são reduzidos ou mesmo negativos.

Pelo contrário, o Bastonário mostrou-se um fervoroso adepto desses investimentos incluindo o TGV Lisboa-Porto, tendo tecido considerações interessantes sobre a sobrecarga da linha do Norte e desfez a ideia de que só se ganha um quarto de hora. Segundo ele, o tempo ganho é de, pelo menos, uma hora e um quarto. Nogueira Leite e João Ferreira do Amaral, embora com nuances entre si, não condenam os investimentos, embora Ferreira do Amaral seja um maior defensor. Mas defendeu a sua sujeição a certas regras desde logo um planeamento cuidado para não haver sobrecargas excessivas de financiamento em certos períodos e sobretudo um combate à derrapagem, em que nunca há culpas de ninguém, para além da repetida e mais que repetida necessidade da sua fundamentação em estudos custos-benefícios.

Houve uma outra ideia forte a de que estes projectos têm de ter consistência no tempo.

Post-Scriptum sobre o debate

Ficouentendido que um dos maiores constrangimentos ao desenvolvimento do País se prende com a ineficácia da Justiça.


2008-07-09

 

Carros de Estado só por aluguer

A ser posta em prática é uma grande medida. Só peca pelo atraso, mas ainda bem. Veio e que singre. Mas era de toda a conveniência conhecerem-se os termos da decisão do governo. Porque nem todas as formas de aluguer operacional são igualmente inócuas.

Há muitos anos mesmo que alguns quadros/dirigentes da Administração Pública defendiam esta medida. No tempo dos governos de António Guterres, em alguns Ministérios e Serviços, houve estudos e experiências muito concretas de que esta era a situação de menores custos. Mas também havia muita oposição. Velhas "histórias" e velhos conceitos.

Segundo li na imprensa de ontem, esta é uma decisão que se insere na estratégia do Governo de reformar o aprovisionamento público. Se as restantes medidas forem do nível de qualidade desta, boa de certeza será a reforma no seu conjunto.

 

O Divórcio e o Bispo D. Torgal Ferreira

D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas, disse ontem de viva voz aos microfones do Rádio Clube Português que se considera satisfeito com a Lei do Divórcio aprovada na AR.

Recorde-se que esta lei, proposta do PS, foi aprovada pelo PS, PCP e BlOCO contra os votos da direita (PSD e CDS), salvo de 4 dos seus deputados.

O que muda esta lei?

No essencial, acaba com o divórcio litigioso instituindo o divórcio sem consentimento de um dos cônjuges e reduz o prazo de separação de facto para um ano como fundamento da ruptura do casamento.

D. Torgal Ferreira diz-se satisfeito com a lei porque, em seu entender, "a lei respeita os direitos dos dois cônjuges" e vai mais longe ao dizer que:

"Há rupturas afectivas que, enfim, nunca mais terão um reacender da fogueira. Para quê as pessoas continuarem a martitizar-se? A Igreja devia dizer isso". A Igrja como se sabe continua na velha máxima do casamento para sempre.

Os que concordam com esta lei já não vão sozinhos para a profundeza dos infernos. Vai um bispo connosco que não o D. José Ortiga, o porta voz da Igreja portuguesa que esse também, na mesma rádio RCP continua a condenar esta Lei, ou seja, a defender para toda a vida o martírio dos casados católicos que entrem em ruptura.

Mas será mesmo necessário e defensável haver uma instituição Casamento?

Qualquer coisa mais simples não dava?

2008-07-08

 

Vale e Azevedo Finalmente notificado

Vale e Azevedo, que reside no Reino Unido há dois anos, foi finalmente notificado na sequência do mandado internacional passado pela Justiça Portuguesa.

A notificação ocorreu de forma facílima. Vale vai a uma esquadra, a polícia analisa a situação, é libertado e nem caução teve de pagar.

Razões, a polícia britânica considerou se calaborou é porque não tem intenção de fugir. E agora vai estudar o caso. Nada se passou, afinal, consoante os padrões apregoados pela justiça portuguesa que falava do retorno de Vale e Azevedo.

Provavelmente nunca vão ter essa devolução.

Não vou emitir nenhum juizo de valor sobre matéria da condenação de Vale. Apenas registar a simplicidade, a rapidez e o contraste com o que aconteceria entre nós.

Estamos mal e com os tribunais cada vez mais hipotecados.`´E preciso libertar este País do tipo de Justiça praticada.


 

A notificação de Vale e Azevedo ainda não lhe chegou

Vale e Azevedo sem notificação do mandado prepara contestação. DN de Hoje

Terá contribuido para a demora o facto do "mensageiro" notificador português ter ido a pé.

2008-07-07

 

Da (in) justiça de Madail

Madail atirou ao lado. Arranjou o tal Pôncio Pilatos (o corpo jurídico da FPF) que lhe permite decidir não decidindo, adiando e abagunçando ainda mais.

Tão bom não é?

Tenho pena dos ingénuos convencidos.

Acho que nesta bagunça do Futebol português, Carlos Queirós vai meter-se numa alhada de que vai sair-se muito mal.

Estava tão bem no Manchester!

 

A Universidade Católica "passou" a Polícia de trânsito

Esta transformação deve dar uns cobres valentes. Não sei se é como estágio dos seus alunos de direito, se é mesmo para facturar uma maquia razoável.

Inclino-me para que esta última faceta vença, pois não me parece que a doutrina religiosa inspiradora desta Universidade seja tão perversa que defenda "o dente por dente e o olho por olho", (o perdão segundo sei está sempre ao pé do coração) a não ser que exista uma cláusula de que, quem "pratica" a religião, mediante atestado e confissão, fique perdoado. Num país de tantos católicos, o pecúlio arrecadado também baixaria tanto que não valeria a pena perder crédito por tão pouco.

Admitir mesmo que é negócio e neste mundo, talvez a religião feche os olhos. Aliás ouve-se dizer negócio é negócio, nem mesmo entre amigos se perdoa. Neste caso, seria de perguntar quanto custa ao Estado este negócio? E como é que é? Fica a Universidade Católica com o monopólio das multas?

 

Uma má Justiça?

Apenas sei (sabemos) que os resultados são maus e demorados. E que pagamos todos muito caro por isso. O cidadão, a empresa, a economia, o País

Há vários estudos sobre os efeitos da má justiça sobretudo no que se refere à empresa.

Mas será de admirar?

Não temos muita noção do que se passa nos corredores e no interior da Justiça.

Mas olhando para o espelho da Justiça no futebol, agora ao rubro, certamente ficamos com uma imagem aproximada do real.

Dir-me-ão que "na justiça, justiça" não é assim. O futebol é um ninho de interesses, mais isto e mais aquilo!!

Eu direi sim, mas. ... E na outra justiça, não os há? Nos casos mais mediáticos como a Casa Pia ou o caso ainda mais mediático, pela dimensão internacional que teve/tem, o desaparecimento de Maddie, não há interesses, ou melhor dito, ocultação de interessses?

Factos são factos e inegáveis. Na Casa Pia, abusos sexuais; no outro, o desaparecimento e será mesmo que, nos meandros da Justiça, não se sucederam golpes e contra golpes para que a verdade não venha ao de cima?

A nossa justiça e, sem dúvida no caso Maddie também a justiça inglesa, saem muito chamuscadas e pouco credíveis de tudo isto. Ao fim e ao cabo é a justiça muito pouco credível no seu conjunto.

2008-07-06

 

O Imbróglio no Conselho de (In) Justiça da FPFutebol

Interessante teria sido que este caso tivesse acontecido antes dos exames de MATEMÁTICA. Poderia ajudar a melhorar "a qualidade" dos testes, de forma algo criativa com um simples exercício.

Imaginem um grupo constituído por 7 elementos com uma decisão disciplinar arrojada nas mãos, presa apenas por validação ou não das escutas telefónicas como prova.

3 dos elementos são pela não validação e 4 pela validação. Um dos 7 elementos (o presidente) em caso de empate técnico na votação tem direito a voto de qualidade, a voto de desempate.

Que terá de fazer o elemento do grupo que goza do direito de desempate para criar as condições para que se chegue ao empate técnico?

Criar as condições para retirar o direito de voto a um dos elementos do grupo que vota favoravelmente pela validação das escutas como prova.

Foi exactamente o que tentou o Presidente do CJ e com isso criou o imbróglio Madail.

Veremos até onde irão as coisas e como Madail irá resolver o seu próprio imbróglio. Como irá fabricar um Pôncio Pilatos? Neste país é tudo simples. Basta aprofundar o ensaio do Presidente (?) do CJ.

2008-07-04

 

As nuances de Ferreira Leite sobre o sexo (2)

A Drª. Manuela Ferreira Leite, soubemos hoje, vai receber do PSD um ordenado equivalente ao de Vice-Primeiro Ministro, acumulando com o montante da sua pensão de reforma.

Não sabemos quanto tudo isto somará, mas não deve ser pouca maquia. Certamente, neste bolo não se sentirão os aumentos de preço em curso. Não vou discutir "a bondade" deste facto, apenas assinalo a parcialidade na visão das coisas.

Também não podemos esquecer que MFL transitou de Ministra das Finanças para o CA do Banco Santander, antes de ter cumprido os 3 anos de lei. Alguém alguma vez falou nisto?

Ou será que um comportamento de um destacado dirigente dos partidos de direita é graduado de uma forma (quase como "direito" próprio) e o mesmo comportamento de um destacado dirigente de partidos não de direita é condenável, por vezes mesmo cumprindo a lei? Veja-se o caso recente de Jorge Coelho (lei mais do que cumprida. Há quantos anos ele tinha sido Ministro?).

Pensemos nas formas diferentes como os factos são vistos e comentados e como se faz opinião e como a partir de análises erradas comparativamente se criam as noções relativas de credibilidade e seriedade.

Temos assim uma MFL credível quer em comportamentos quer em ideias e a respeito de ideias sobre o tema do meu último post e do título deste leia-se A IMPORTÂNCIA DE SER RETRÓGRADA.


2008-07-03

 

a propósito do meu anterior post anterior..

.. Um grande amigo meu enviou-me o poema da Natália sobre a ideia de casamento do dito deputado de então, Morgado, com opinião próxima da hoje defendida por MFL, com o pedido expresso de o publicar em homenagem a Natália Correia.

A resposta de Natália Correia, em poema - publicado depois pelo Diário de Lisboa em 5 de Abril desse ano - fez rir todas as bancadas parlamentares, sem excepção, tendo os trabalhos parlamentares sido interrompidos por isso:

Já que o coito - diz Morgado -

tem como fim cristalino,

preciso e imaculado

fazer menina ou menino;


**********************

e cada vez que o varão

sexual petisco manduca,

temos na procriação

prova de que houve truca-truca.

*******************

Sendo pai só de um rebento,

lógica é a conclusão

de que o viril instrumento

só usou - parca ração! -

******************

uma vez. E se a função

faz o órgão - diz o ditado -

consumada essa excepção,

ficou capado o Morgado.


( Natália Correia - 3 de Abril de 1982 )


2008-07-02

 

As nuances de Ferreira Leite sobre o sexo

A presidente eleita do PSD, Manuela Ferreira Leite, diz-se não suficientemente retrógrada para condenar as tendências sexuais. No entanto, acha que pessoas do mesmo sexo, se viverem juntas, nunca poderão aceder
a direitos legais que só a um casal de sexos diferentes devem ser concedidos.

Razões?

Os casais que, em seu entender, só se podem chamar assim, se de sexos diferentes, têm como finalidade a procriação.

Tenho saudades da Natália Correia. Que tão bem recriaria um outro poema. Este não para o Morgado mas para Manuela Ferreira Leite que tanta matéria teria para inspirar um poema da saudosa Natália.


2008-06-29

 

«46664» Concert Honoring Mandela

50 mil espectadores participam no concerto em homenagem de Nelson Mandela, em Londres no Hyde Park, em 27 de Junho de 2008, pelo seu 90º aniversário e em apoio da sua associação «46664» na luta contra sida.


 

Está nas nossas mãos...

"Está nas vossas mãos..." "Lá onde reinam a pobreza e a doença, incluindo a sida, lá onde os seres humanos são oprimidos, há ainda trabalho a fazer" - palavras de Mandela, no mega-concerto, que anteontem, no Hyde Park, em Londres, o homenageava pelo seu 90º aniversário em 18 de Julho próximo e angariava fundos para a luta contra a SIDA promovida pela sua associação "46664".
"Mesmo quando estamos a celebrar, lembremo-nos que o nosso trabalho está longe de estar completo - o nosso trabalho é pela liberdade para todos." ."Dizemos esta noite, após cerca de 90 anos de existência, que é tempo que novas mãos levantem este fardo"."Isso está nas vossas mãos, agradeço-vos".

Foram vendidos "46664" bilhetes perfazendo o número que Nelson Mandela ostentava na prisão de Robben Island onde o regime do apartheid o aprisionou durante a maior parte dos 27 anos de cadeia que sofreu por lutar contra o apartheid. Ao lembrar o concerto "Free Nelson Mandela", no estádio de Wembley há 20 anos, o maior ícon de África disse:
"Há muitos anos houve um show histórico que pediu a nossa liberdade. As suas vozes cruzaram as águas e inspiraram-nos nas nossas celas de prisão longe daqui. Esta noite nós podemos estar diante de vocês, livres."
Belo e comovente o grande concerto de Hyde Park aberto pelo o actor Will Smith com uma frase do cantor Peter Gabriel:

"se o mundo pudesse ter apenas um pai, o homem que nós escolheríamos para ser nosso pai seria Nelson Mandela".

Entre os artistas e as bandas que subiram ao palco na noite desta sexta-feira estavam o grupo Queen accompanhado de Paul Rodgers, Zucchero, Joan Baez ou os Sugababes. Esteve Amy Winehouse, Simple Minds, Annie Lennox, além de grandes cantores da África.
Nelson Mandela de passo vacilante apoiando-se numa bengala e na sua mulher Graça Machel, saudou a multidão, como ela lhe lembrava.
"Durante um jantar de beneficência quarta-feira em Londres, Mandela surpreendeu ao romper um silêncio de vários anos sobre o Zimbabué. O herói da luta contra o apartheid denunciou então o "trágico falhanço da direcção" deste país dirigido por Robert Mugabe."

2008-06-28

 

Sócrates assusta-me

Este "ME" não é comigo. Quem ele "assusta" é Margarida Rebelo Pinto (palavras da dita) que hoje no DN Gente pela pena do jornalista João Céu e Silva fala do que lhe vai na alma sobre o seu novo livro e também sobre política nacional.

É uma "independente" muito curiosa. Vejamos. Diz que continua sem se inscrever e sem apoiar publicamente movimentos ou figuras políticas mas afirma admirar Mota Amaral, Cavaco Silva e a Líder actual do PSD, (será preciso mais?) dizendo desta última que quem tiver medo dela não tem tomates. A referência aos tomates parece ter destinatário (s) porque, em simultâneo, o medo a Sócrates decorre de ele não ter uma ideia clara para Portugal, enquanto MFL é a mais lúcida e o futuro do País. Um pequeno à parte. Será que MRP alguma vez se interrogou sobre MFL porque razão ela é MFL?


 

Scolari já não é "Português"

E agora que já "não o é" até pode cair nas malhas da operação Furacão.

Uma pergunta ingénua: Como só agora a comunicação social "descobriu" que Scolari também gosta da fuga ao pagamento de impostos?

Se Portugal tivesse ido no mínimo à final de amanhã, será que Scolari seria manchete no Sol com a notícia?

Desígnios impenetráveisde Deus não permitem desvendar tamanho mistério. Deus não partilha o saber.


 

Justiça de olhos vendados?

Tenho muitas dificuldades em perceber as razões porque a justiça neste País andou e anda sempre tão mal.

E, mais uma vez, não me parece que tenha tomada uma boa decisão.

Então os juízes dos tribunais (inseguros) que, segundo dizem os próprios lá do cimo da cúpula, constituem a grande maioria, vão agora entrar em greve? Não vão fazer julgamentos? Já apresentaram o pré-aviso? Será que as faltas de segurança só agora apareceram?

Custa-me a perceber que queiram ser órgãos de soberania, como o são e sigam o caminho deste facilitismo.

Na realidade, o que deveriam era acelerar na medida do possível os julgamentos, inclusive para julgar os seus agressores. Inteiramente ao contrário do que dizem ir praticar
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2008-06-25

 

Crise económica não atinge os ricos e muito ricos

O número de ricos subiu 6% em 2007 em todo o mundo. Portugal não foi excepção pois as estatísticas registam mais 200 ricos que no ano anterior.

Mas afinal quem é rico?

Rico, segundo o estudo da Merrill Lynch e Cap Gemini ontem divulgado, considera-se aquele individuo com fortuna superior a um milhão de dólares (642 mil euros). 10,1 milhões de milionários era o número de ricos no mundo no final de 2007. Em Portugal, 11600.

Mas há ainda os muito ricos. E quem são?

Os indivíduos cuja fortuna é avaliada em 30 milhões de dólares e estes cresceram ainda um pouco mais no mundo 8,8% em 2007.

Segundo o estudo referido esta tendência veio para ficar e esta evolução é agora dominada pelos mercados emergentes da China, Índia, Brasil, Rússia. A título de exemplo refira-se que na Europa e EUA o número de ricos cresceu em 2007 a uma taxa média de 3,5%, enquanto nos países emergentes as taxas variam entre 23% e 14%.

Uma nota final, esta quantificação não teve em conta os investimentos imobiliários e as aplicações em off shores, o que certamente esconde um número certamente significativo ainda de ricos e muito ricos.

 

Sócrates aposta muito no Novo Código do Trabalho

E para isso está hoje presente naquela que parece ser a última reunião da concertação na procura de um acordo tripartido.

Apesar de alguns percalços, como o abandono da CAP em reacção a palavras do Ministro da Agricultura, mas com uma reconquista importante para o acordo da UGT face a últimas cedências do governo, certamente haverá assinatura sem CGTP.

Sobre o acordo ler 36 horas de trabalho em apenas três dias

 

"Não vou pelo meu pé para Portugal"

... De Londres, onde está a tratar da vidinha, Vale e Azevedo veio dizer da justiça portuguesa o que já se sabe e onde pouco ou nada é feito, por mais reformas que se accionem, para que a situação melhore.

Ontem, mais um dia em que toda a gente da justiça apareceu. O Ministro, o Procurador, porque informados da entrevista de Vale e Azevedo, tentaram mostrar que eram "senhores da situação", mas acrescentaram muito pouco até porque mais uma vez será a justiça britânica como no caso Maddie a ditar o caminho.

Vale e Azevedo falou, atacou a justiça e bem, independentemente dos eventuais crimes e burlas que tenha praticado. A justiça tem de ser célere e eficiente. A portuguesa é tudo menos isso.

Vale de Azevedo, certamente bem aconselhado e escudado por advogados influentes britânicos, pôs-se sob a "protecção" da justiça britânica que a actuar, como no caso Maddie, jamais o sujeitará à morosa e pouco eficiente justiça portuguesa.

Daí ser pouco apropriado todo este aparato sobre Vale e Azevedo porque será mais um caso a redondar em pouco, para mal da justiça nacional.

2008-06-23

 

Manuela Ferreira Leite chegou ao trono

Bastante pela mão de Cavaco Silva, diga-se. ...

Longe de mim dizer que MLF não tem esse direito seja pela mão de quem fôr, se outros lá chegaram por outras mãos!! ...